Jó 31:24

Jó 31:24
“Se no ouro puz a minha esperança, ou disse ao ouro fino: Tu és a minha confiança;”
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O que este versículo diz

Jó passa a examinar sua relação com a riqueza, um pecado mais sutil que a violência: a idolatria do dinheiro. Ele nega ter posto no "ouro" a sua esperança e ter chamado o "ouro fino" de sua confiança. A questão não é possuir bens, pois Jó era rico, mas depositar neles a segurança que pertence só a Deus. Falar ao ouro como quem fala a um deus, dizendo "tu és a minha confiança", seria trair o Senhor.

Esse é um dos discernimentos mais finos do capítulo. A cobiça e a idolatria do dinheiro nem sempre se expressam em atos visíveis; instalam-se no coração como uma confiança secreta. Jó reconhece que a riqueza pode ocupar, silenciosamente, o lugar de Deus. Para o leitor, o versículo faz uma pergunta desconfortável: onde repousa, de fato, a nossa segurança? Nas contas, nos bens, nas garantias materiais, ou no Deus vivo? Ter posses não é pecado, mas ancorar nelas a esperança é uma forma sutil de idolatria que Jó teve o cuidado de evitar.

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