Jó 31:3
“Porventura não é a perdição para o perverso, o desastre para os que obram iniquidade?”
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- Quem falaJob
“Porventura não é a perdição para o perverso, o desastre para os que obram iniquidade?”
O que este versículo diz
Jó continua expondo o princípio que orienta sua conduta: para o perverso há "perdição", e para quem pratica a iniquidade há "desastre" ou ruína. É a linguagem tradicional da sabedoria, que associa o mal a um fim funesto. Ao afirmar isso, Jó mostra que não é ingênuo nem indiferente à justiça divina; pelo contrário, ele leva a sério a ideia de que o pecado carrega consequências.
Há aqui uma sutileza importante dentro do livro. Ao longo dos capítulos anteriores, Jó questionou por que os ímpios às vezes prosperam. Agora, contudo, ele reafirma a convicção de que, no fim, a maldade não sai impune. Não há contradição simples: Jó vive num mistério onde crê na justiça de Deus mesmo sem enxergá-la plenamente. Para o leitor, isso é um chamado à esperança madura: confiar que o mal não terá a última palavra, ainda quando a retribuição parece demorar.