Jó 31:35
“Ah quem me dera um que me ouvisse! eis que o meu intento é que o Todo-poderoso me responda, e que o meu adversário escreva um livro.”
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- Quem falaJob
O que este versículo diz
Chegando ao clímax de sua defesa, Jó lança um brado apaixonado: "Ah, quem me dera um que me ouvisse!" Ele deseja que o "Todo-Poderoso" responda e que seu "adversário", entendido aqui como Deus enquanto parte contrária no processo, escreva um "livro", uma acusação formal por escrito. Jó, seguro de sua inocência, não foge do tribunal divino; ao contrário, exige um julgamento formal, um documento com as acusações contra ele.
Há uma ousadia extraordinária nesse pedido. Jó quer ver, preto no branco, de que Deus o acusa, convencido de que poderá responder a cada ponto. Ele assina, por assim dizer, sua defesa. Não é arrogância, mas o clamor de quem sofre sem entender por quê e anseia por uma explicação direta do próprio Deus. Para o leitor, o versículo mostra que a fé pode conviver com perguntas intensas e até com a exigência de respostas. Jó não abandona Deus em meio ao sofrimento; ele o busca com ainda mais intensidade, desejando ser ouvido e enfrentado face a face.