Jó 4:17
“Seria porventura o homem mais justo do que Deus? seria porventura o varão mais puro do que o seu Creador?”
Ouça Jó 4:17
“Seria porventura o homem mais justo do que Deus? seria porventura o varão mais puro do que o seu Creador?”
O que este versículo diz
Enfim, a mensagem da voz, em duas perguntas paralelas: pode o mortal ser mais justo do que Deus? Pode o homem ser mais puro do que seu Criador? A resposta é obviamente não — e nisso a voz diz uma verdade profunda e inegável. Nenhuma criatura pode reivindicar justiça ou pureza superiores às de seu Criador; diante da santidade de Deus, todo ser humano é limitado e falho. Essa é uma pedra angular da fé bíblica, e Jó não a negaria.
O problema não está na verdade dita, mas no uso: a voz insinua que, sendo Deus sempre justo, o sofrimento de Jó só pode ser merecido. Ora, reconhecer que Deus é mais justo que nós não obriga a concluir que toda dor seja castigo. A grandeza deste versículo, tomado em si, é convidar-nos à humildade radical diante de Deus. Mas humildade não é o mesmo que aceitar acusações falsas. Podemos curvar-nos ante o Criador e ainda assim clamar por justiça, como Jó fará.