Jó 6:30
“Ha porventura iniquidade na minha língua? Ou não poderia o meu paladar dar a entender as minhas misérias? ”
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Neste versículo
- Quem falaJó
“Ha porventura iniquidade na minha língua? Ou não poderia o meu paladar dar a entender as minhas misérias? ”
O que este versículo diz
Jó encerra seu discurso com duas perguntas que reafirmam sua integridade: haverá iniquidade em sua língua? Não saberia seu paladar distinguir o que é amargo e verdadeiro? A imagem do paladar retoma as metáforas do começo do capítulo: assim como o gosto discerne o insípido do saboroso, Jó afirma ter dentro de si o discernimento para reconhecer a verdade e não proferir maldade. Ele defende que suas palavras, embora aflitas, não são mentirosas nem perversas.
Com essa afirmação de consciência limpa, Jó fecha o círculo aberto no versículo dois. Toda a sua fala foi um esforço de ser ouvido com justiça por quem deveria amá-lo. O versículo final deixa o leitor diante de uma pergunta que também é sua: sei distinguir, no meu paladar interior, a verdade do erro, a queixa honesta da maldade? Jó nos ensina que integridade não é ausência de dor nem de protesto, mas a capacidade de permanecer verdadeiro diante de Deus e dos homens mesmo no fundo do sofrimento.