Jó 7:2

Jó 7:2
“Como o cervo que suspira pela sombra, e como o jornaleiro que espera pela sua paga,”
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O que este versículo diz

Jó prossegue a comparação iniciada no versículo anterior com duas imagens de espera ansiosa. Convém notar que, onde a Almeida imprime "o cervo que suspira pela sombra", trata-se quase certamente de um erro por "o servo": o hebraico traz 'eved', isto é, o escravo ou trabalhador que anseia pela sombra ao fim do dia escaldante. Ao lado dele está o diarista que aguarda o pagamento merecido pelo suor. Ambos suspiram por um alívio que ainda não chegou, e é justamente essa expectativa não satisfeita que define o sofrimento de Jó.

A imagem capta com delicadeza a psicologia de quem sofre: não é só a dor presente, mas a espera cansada por um repouso que parece nunca vir. A sombra e a paga representam o descanso legítimo e a justiça devida, coisas que Jó sente terem lhe sido negadas. Muitos que atravessam noites longas de doença ou angústia reconhecem esse suspiro. A Escritura, ao dar voz a esse anseio, ensina que Deus acolhe o gemido honesto de seus filhos cansados.

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