Juízes 16:7
“Disse-lhe Sansão: Se me amarrassem com sete vergas de vimes frescos, que ainda não estivessem secos, então me enfraqueceria, e seria como qualquer outro homem.”
Ouça Juízes 16:7
“Disse-lhe Sansão: Se me amarrassem com sete vergas de vimes frescos, que ainda não estivessem secos, então me enfraqueceria, e seria como qualquer outro homem.”
O que este versículo diz
Sansão responde com uma mentira: se o amarrarem com sete varas de vime ainda verdes, não secas, ficará fraco como qualquer homem. É a primeira de três respostas falsas que ele dará. À primeira vista, parece que o juiz ainda mantém algum senso de autopreservação, guardando o verdadeiro segredo.
Mas há algo profundamente inquietante nesse jogo. Sansão trata como brincadeira algo que envolve sua própria vida e sua vocação sagrada. Ele flerta com a revelação, dando respostas que chegam perto o suficiente para manter o suspense, alimentando um perigoso vaivém. Ao inventar amarras que imagina capazes de prendê-lo, ele já deixa transparecer que o assunto do segredo ronda sua mente. O episódio nos ensina que brincar com aquilo que é sagrado em nossa vida, ceder um pouco aqui, provocar um pouco ali, raramente termina bem. A intimidade com a tentação vai desgastando as defesas, e o que começa como jogo pode acabar em tragédia.