Juízes 8:26
“E foi o pezo dos pendentes de ouro, que pediu, mil e setecentos siclos de ouro, afóra as lunetas, e as cadeias, e os vestidos de púrpura, que traziam os reis dos midianitas, e afóra as coleiras que os camelos traziam ao pescoço.”
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O que este versículo diz
O narrador registra o valor impressionante do ouro recolhido: mil e setecentos siclos, sem contar os demais adornos, correntes, vestes de púrpura dos reis e coleiras dos camelos. O montante era considerável, uma pequena fortuna. O detalhe dos números e dos objetos preciosos, típico da narrativa antiga, sublinha a magnitude do despojo e, indiretamente, a magnitude da tentação que ele representava.
A riqueza acumulada em torno de Gideão contrasta com a humildade de sua recente recusa ao trono. O texto parece nos alertar de forma silenciosa: o que fará esse homem com tanto ouro? A abundância de bens, mesmo obtida de forma legítima após uma vitória concedida por Deus, traz consigo um teste de caráter. A púrpura, cor da realeza, ronda a cena mesmo depois de Gideão ter dito que não reinaria. A prosperidade repentina revela o coração como poucas coisas o fazem. O leitor é convidado a perguntar-se como reage às bênçãos materiais: elas o aproximam de Deus em gratidão ou pouco a pouco o afastam?