Lamentações 1:17
“Estende Sião as suas mãos, não ha quem a console: mandou o Senhor acerca de Jacó que lhe fossem inimigos os que estão em redor dele; Jerusalem é como uma mulher imunda.”
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“Estende Sião as suas mãos, não ha quem a console: mandou o Senhor acerca de Jacó que lhe fossem inimigos os que estão em redor dele; Jerusalem é como uma mulher imunda.”
O que este versículo diz
Sião estende as mãos, gesto tanto de súplica quanto de quem busca um abraço que não vem, e mais uma vez o refrão ressoa: "não há quem a console". O poeta interpreta a hostilidade das nações vizinhas como algo que o próprio Senhor ordenou em relação a Jacó, isto é, ao povo de Israel. Cercada de inimigos por todos os lados, Jerusalém é vista como "uma mulher imunda", alguém de quem os outros se afastam por considerá-la contaminada e indigna de contato.
A solidão descrita aqui é dupla: não há consolo e ainda há o peso de ser evitada, tratada como impura. Poucas dores são tão profundas quanto a de sentir-se rejeitado justamente quando mais se precisa de acolhimento. O versículo não resolve essa dor de imediato, mas ao expressá-la abre um caminho. A mensagem mais ampla das Escrituras é que Deus não se afasta do impuro, mas se aproxima para purificar e restaurar. Para quem se sente evitado e sozinho, permanece o convite de estender as mãos, ainda que trêmulas, em direção a Ele.