Lamentações 1:7
“Lembrou-se Jerusalem nos dias da sua aflicção, e das suas rebeliões, de todas as suas mais queridas coisas, que tivera dos tempos antigos: quando cahia o seu povo na mão do adversário, e ela não tinha quem a socorresse, os adversários a viram, e fizeram escarneo dos seus sábados.”
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O que este versículo diz
Neste versículo Jerusalém, personificada, entrega-se à memória. Nos dias da aflição, lembra-se de tudo o que teve nos "tempos antigos", das coisas queridas que já se foram. A recordação do que se perdeu intensifica a dor do presente: o povo caiu "na mão do adversário" e ninguém veio socorrer. Ainda mais amargo é ver os inimigos rirem dos seus "sábados", isto é, zombarem daquilo que era sagrado, das festas e do descanso que marcavam a identidade do povo diante de Deus.
A memória, aqui, tem dois gumes. Recordar os bens perdidos pode aprofundar a tristeza, mas também mantém viva a consciência de quem se é e de a quem se pertence. O escárnio das coisas santas fere de modo particular, pois atinge não só o corpo, mas a alma e a fé. Para o leitor, o versículo ensina a levar a memória, mesmo dolorida, à presença de Deus, transformando a lembrança do passado em oração e não apenas em nostalgia.