Lamentações 3:38
“Porventura da boca do Altíssimo não sae o mal e o bem?”
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“Porventura da boca do Altíssimo não sae o mal e o bem?”
O que este versículo diz
Prosseguindo na reflexão sobre a soberania, o poeta pergunta se não é "da boca do Altíssimo" que procedem tanto o mal quanto o bem. É preciso entender essa afirmação com cuidado. O termo traduzido por "mal" aqui não significa maldade moral, Deus não é autor do pecado, mas as adversidades, as calamidades, os tempos difíceis. O poeta afirma que tanto a prosperidade quanto a provação estão sob o governo de Deus, e não vêm de forças independentes ou do acaso.
É uma verdade que desafia, mas também consola. Se todas as circunstâncias, favoráveis ou dolorosas, passam de algum modo pela permissão de Deus, então nada é absurdo ou sem sentido último, mesmo o que não compreendemos. Isso não torna Deus responsável pela injustiça humana, mas afirma que Ele reina sobre a totalidade da existência. Para o leitor, o versículo prepara a conclusão da seção: se tudo está nas mãos de Deus, então, diante da adversidade, a resposta sábia não é acusar o Senhor, mas examinar a própria vida, como os versículos finais convidarão a fazer.