Miqueias 7:5

Miqueias 7:5
“Não creias no amigo, nem confieis no vosso guia, daquela que repousa no teu seio guarda as portas da tua boca.”
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O que este versículo diz

Miqueias descreve agora o efeito mais corrosivo da injustiça generalizada: a morte da confiança. Ele adverte para não crer no amigo nem depositar segurança no companheiro mais próximo, e chega ao extremo de recomendar cautela até diante daquela que repousa no próprio seio, a pessoa mais íntima. A recomendação de guardar as portas da boca significa vigiar as próprias palavras, porque em um ambiente de traição até uma confidência pode se voltar contra quem a fez.

É importante ler esse conselho como retrato de uma época doente, não como norma permanente de desconfiança. O profeta não está ensinando cinismo, mas mostrando o preço amargo de uma comunidade que rompeu os laços de lealdade. Para nós, o versículo é um espelho perturbador do que acontece quando a mentira se espalha: as relações mais preciosas ficam feridas. E, por contraste, aponta para o valor de reconstruir ambientes onde a palavra volte a ser confiável e o próximo, de novo, um refúgio.

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