Neemias 4:7
“E sucedeu que, ouvindo Sanbalat e Tobias, e os arabios, e os amonitas, e os asdoditas, que tanto ia crescendo a reparação dos muros de Jerusalem, que já as roturas se começavam a tapar, iraram-se sobremodo,”
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O que este versículo diz
A lista de opositores cresce: além de Sambalate e Tobias, agora se juntam árabes, amonitas e asdoditas — povos vizinhos que cercavam Judá por todos os lados, ao sul, ao leste e ao oeste. A causa da nova fúria é clara: os muros cresciam e as brechas começavam a se fechar. Enquanto o dano parecia irreparável, os inimigos apenas riam; quando o sucesso ficou visível, a raiva substituiu o riso. Esse é um padrão observável em qualquer trabalho de reconstrução: a oposição se organiza na proporção do avanço. O cerco geográfico descrito no versículo dá a sensação de um povo isolado, pressionado de todas as direções. Mas o próprio fato de os inimigos precisarem se coligar já é um testemunho do progresso — ninguém se une para deter algo que está fadado ao fracasso. Para nós, a hostilidade crescente diante do bem que fazemos pode ser, paradoxalmente, sinal de que estamos no caminho certo. O escárnio virou ameaça porque a obra virou realidade.