Números 11:31
“Então soprou um vento do Senhor, e trouxe codornizes do mar, e as espalhou pelo arraial quasi caminho de um dia de uma banda, e quasi caminho de um dia da outra banda, à roda do arraial; e estavam quasi dois côvados sobre a terra.”
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O que este versículo diz
Deus cumpre a promessa da carne de modo espetacular. Um vento vindo dele traz codornizes do mar e as espalha ao redor do acampamento, num raio de cerca de um dia de caminho em cada direção, empilhadas a quase dois côvados sobre a terra. A abundância é esmagadora, quase excessiva. Sabe-se que codornizes migram em bandos que, exaustos, pousam em massa; o texto vê nesse fenômeno a mão de Deus dirigindo o vento para responder ao clamor do povo, tanto para saciá-los quanto para provar seu desejo.
O versículo confirma a palavra de Deus dada a Moisés: a mão do Senhor não encurtou. Mas a fartura tem um tom ambíguo, pois vem em resposta a um desejo desordenado. Para o leitor, há uma advertência embutida na própria abundância. Nem sempre a resposta abundante a um pedido é bênção pura; às vezes o excesso é o modo como Deus permite que o desejo se revele em toda a sua desmesura. A providência é real, mas o que fazemos com ela, e o coração com que a recebemos, é o que decide se será alimento ou juízo.