Números 22:37
“E Balac disse a Balaão: Porventura não enviei diligentemente a chamar-te? porque não vieste a mim? não posso eu na verdade honrar-te?”
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“E Balac disse a Balaão: Porventura não enviei diligentemente a chamar-te? porque não vieste a mim? não posso eu na verdade honrar-te?”
O que este versículo diz
Balaque recebe Balaão com uma mistura de reclamação e lisonja: por que demorou tanto a vir, se ele o havia chamado com tanta insistência? E acrescenta, quase ferido: "não posso eu na verdade honrar-te?". O rei lembra as promessas de recompensa, insinuando que Balaão duvidara de sua capacidade de recompensá-lo generosamente.
Nas palavras de Balaque transparece a mentalidade que atravessa todo o episódio: a de que tudo se resolve com honra e pagamento suficientes. Ele interpreta a demora do profeta como hesitação diante do preço, e reafirma seu poder de honrar. Não lhe passa pela cabeça que a questão nunca esteve ao alcance de sua bolsa. O rei fala a língua da barganha a alguém que acaba de ser dramaticamente confrontado pelo Deus vivo. O contraste entre os dois mundos é gritante. Para o leitor, fica a advertência sobre quanto o poder e a riqueza podem cegar: Balaque acredita que basta oferecer bastante para conseguir qualquer coisa, inclusive dobrar a vontade do céu. Há bênçãos e maldições que nenhum tesouro compra, porque pertencem inteiramente a Deus.