Números 24:13
“Ainda que Balac me désse a sua casa cheia de prata e ouro, não posso traspassar o mandado do Senhor, fazendo bem ou mal de meu proprio coração: o que o Senhor falar, isso falarei eu.”
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“Ainda que Balac me désse a sua casa cheia de prata e ouro, não posso traspassar o mandado do Senhor, fazendo bem ou mal de meu proprio coração: o que o Senhor falar, isso falarei eu.”
O que este versículo diz
Aqui Balaão enuncia o princípio que rege — ao menos em palavras — toda a sua atuação nestes capítulos: nem mesmo uma casa cheia de prata e ouro poderia levá-lo a transgredir o mandado do Senhor, para "fazer bem ou mal" segundo o próprio coração. A frase reconhece que a palavra profética não é propriedade do profeta; ela não pode ser dobrada por suborno nem torcida por vontade pessoal.
A declaração final é lapidar: "o que o Senhor falar, isso falarei eu". É a definição mais pura da vocação de quem transmite a palavra de Deus. Há, porém, uma tensão que a tradição não ignora: outros textos apontam que o coração de Balaão cobiçava a recompensa, ainda que sua boca proclamasse fidelidade. Isso torna o versículo ainda mais instrutivo. Podemos pronunciar princípios corretos e mesmo assim abrigar desejos que os contradizem. O ideal expresso aqui é verdadeiro e digno de ser seguido, mas ele nos convoca a examinar se nosso coração acompanha de fato aquilo que nossos lábios confessam.