Provérbios 22:7
“O rico domina sobre os pobres, e o que toma emprestado servo é do que empresta.”
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“O rico domina sobre os pobres, e o que toma emprestado servo é do que empresta.”
O que este versículo diz
Com realismo sóbrio, o provérbio descreve um mecanismo social que atravessa os séculos: o dinheiro cria relações de poder. O rico "domina" sobre os pobres, e quem toma emprestado se torna, de certo modo, "servo" de quem lhe empresta. Não há aqui, à primeira vista, um julgamento moral, e sim a constatação lúcida de como funcionam as dependências econômicas. A dívida amarra, submete, tira liberdade. Provérbios não idealiza a pobreza nem demoniza a riqueza, mas nomeia com honestidade os desequilíbrios que o dinheiro produz entre as pessoas.
Essa observação serve a duas atitudes. Ao devedor, é um alerta prudente sobre o peso de comprometer o próprio futuro, tema que voltará mais adiante no capítulo. Ao que tem recursos, é um chamado implícito à responsabilidade, para não transformar vantagem em opressão. Ler este versículo à luz do restante da Escritura, que ordena defender o pobre, impede que a simples descrição vire justificativa para a injustiça.