Provérbios 27:7

Provérbios 27:7
“A alma farta piza o favo de mel, mas à alma faminta todo o amargo é doce.”
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O que este versículo diz

Depois de tratar da amizade, o texto observa como a fartura e a fome mudam nossa percepção das coisas. Quem está saciado despreza até o favo de mel, a mais doce das guloseimas antigas; quem tem fome acha doce até o que é amargo. A observação é aguda e verdadeira: não é só o objeto que determina o valor, mas a condição de quem o recebe. A abundância entedia e torna exigente; a necessidade ensina a gratidão pelo simples.

Há aqui uma sabedoria espiritual além da física. A alma "farta" de si mesma, satisfeita e autossuficiente, torna-se incapaz de apreciar as bênçãos e a graça; a alma que reconhece sua fome interior recebe com alegria até o que parecia pouco. Para o leitor, é um convite ao exame: será que o excesso me deixou insensível ao que é bom? Cultivar certa "fome" — de Deus, de verdade, de comunhão — mantém o coração capaz de saborear os dons que a saciedade despreza.

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