Rute 4:5
“Disse porém Boaz: No dia em que tomares a terra da mão de Noemi, tambem a tomarás da mão de Rut, a moabita, mulher do defunto, para suscitar o nome do defunto sobre a sua herdade.”
Ouça Rute 4:5
“Disse porém Boaz: No dia em que tomares a terra da mão de Noemi, tambem a tomarás da mão de Rut, a moabita, mulher do defunto, para suscitar o nome do defunto sobre a sua herdade.”
O que este versículo diz
Agora Boaz revela a condição que muda tudo. Adquirir a terra implica também tomar Rute, a moabita, viúva de Malom, como esposa, "para suscitar o nome do defunto sobre a sua herdade". Aqui ecoa o costume conhecido como levirato, em que um parente casava-se com a viúva sem filhos para gerar um herdeiro que perpetuasse o nome do falecido e mantivesse a propriedade na linhagem. O primeiro filho desse casamento seria contado como descendente do morto, não do novo marido.
O peso da revelação está no encargo. Não se trata só de investir em terra, mas de assumir uma pessoa, uma responsabilidade vitalícia, e de gerar um herdeiro cujo patrimônio pertenceria a outra linhagem. Boaz expõe isso com lealdade, sem enganar o parente. É notável que ele mencione "Rute, a moabita" — a estrangeira que a lei poderia marginalizar torna-se central no plano de preservação de uma família israelita. A graça de Deus não conhece fronteiras de origem.