Salmos 104:11
“Dão de beber a todo o animal do campo; os jumentos montezes matam a sua sêde.”
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“Dão de beber a todo o animal do campo; os jumentos montezes matam a sua sêde.”
O que este versículo diz
O salmista mostra a finalidade daquelas fontes: matar a sede das criaturas. "Todo o animal do campo" bebe delas, e mesmo os "jumentos monteses", os asnos selvagens do deserto, encontram ali o que os mantém vivos. O poeta escolhe de propósito um animal indomável e sem dono, que ninguém alimenta.
Esse detalhe é teologicamente rico. Deus provê não apenas para o gado do homem, útil e domesticado, mas para as bestas livres que a ninguém servem. A criação inteira recebe cuidado, inclusive aquilo que não tem valor econômico aos nossos olhos. É a mesma verdade que Jesus expressaria ao falar dos pássaros que não semeiam e mesmo assim são sustentados pelo Pai. Para quem lê hoje, há um convite à humildade e ao consolo: se o asno selvagem do deserto encontra sua água, o coração humano, tantas vezes sedento e sem saber a quem recorrer, também é objeto do cuidado de um Deus que provê até para quem julga não merecer nada.