“Mas deixaram-se levar da cubiça no deserto, e tentaram a Deus na solidão.”
Ouça Salmos 106:14
O que este versículo diz
O salmista nomeia o motor da rebeldia no deserto: a cobiça. O povo "deixou-se levar" por um desejo desenfreado e assim "tentou a Deus na solidão". A tradição associa este versículo aos episódios em que Israel, cansado do maná, exigiu carne e alimentos do Egito, transformando uma necessidade legítima em exigência insaciável. Tentar a Deus significa aqui pressioná-lo, pô-lo à prova, como que impondo condições ao seu cuidado em vez de confiar na sua provisão. É notável que o cenário seja "a solidão", o deserto — o mesmo lugar onde Deus os alimentava dia após dia. A ingratidão floresce justamente onde a dependência deveria ensinar a confiança. Em continuidade com o esquecimento do versículo anterior, a cobiça aparece como seu fruto natural: quem não se lembra do que recebeu, sempre quer mais e melhor. Para nós, fica o discernimento entre pedir com confiança e exigir com desconfiança. O apetite que não conhece limite acaba pondo Deus no banco dos réus, em vez de agradecê-lo pelo pão de cada dia.
O que este versículo diz
O salmista nomeia o motor da rebeldia no deserto: a cobiça. O povo "deixou-se levar" por um desejo desenfreado e assim "tentou a Deus na solidão". A tradição associa este versículo aos episódios em que Israel, cansado do maná, exigiu carne e alimentos do Egito, transformando uma necessidade legítima em exigência insaciável. Tentar a Deus significa aqui pressioná-lo, pô-lo à prova, como que impondo condições ao seu cuidado em vez de confiar na sua provisão. É notável que o cenário seja "a solidão", o deserto — o mesmo lugar onde Deus os alimentava dia após dia. A ingratidão floresce justamente onde a dependência deveria ensinar a confiança. Em continuidade com o esquecimento do versículo anterior, a cobiça aparece como seu fruto natural: quem não se lembra do que recebeu, sempre quer mais e melhor. Para nós, fica o discernimento entre pedir com confiança e exigir com desconfiança. O apetite que não conhece limite acaba pondo Deus no banco dos réus, em vez de agradecê-lo pelo pão de cada dia.