Salmos 119:76

Salmos 119:76
“Sirva pois a tua benignidade para me consolar, segundo a palavra que déste ao teu servo.”
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O que este versículo diz

Depois de reconhecer que Deus o afligiu com justiça, o salmista pede que a mesma bondade divina se torne consolo: "Sirva pois a tua benignidade para me consolar". Ele não se rebela contra a aflição, mas também não fica nela; busca o alento que só Deus pode dar. E, mais uma vez, fundamenta o pedido na promessa: "segundo a palavra que deste ao teu servo". A benignidade, aquele amor leal de Deus, é invocada como fonte de conforto.

Há um movimento espiritual sábio nesse encadeamento. Aceitar que a aflição pode ter sentido não impede pedir consolo; ao contrário, quem confia na justiça de Deus também pode confiar em sua ternura. O salmista mantém as duas coisas juntas: reconhece a mão que disciplina e busca a mão que consola, sabendo que são a mesma. Devocionalmente, o versículo autoriza o sofredor a pedir alívio sem culpa. Confiar em Deus na dor não significa fingir que não se precisa de consolo. Significa buscá-lo na fonte certa, apoiado na palavra de um Deus cuja bondade acompanha até a correção.

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