Salmos 129:7
“Com a qual o segador não enche a sua mão, nem o que ata os feixes enche o seu braço.”
Ouça Salmos 129:7
“Com a qual o segador não enche a sua mão, nem o que ata os feixes enche o seu braço.”
O que este versículo diz
O verso prolonga a imagem da erva dos telhados, agora pela cena da colheita. Aquela vegetação ressequida é tão escassa e inútil que o "segador" não consegue encher a mão com ela, nem quem ata os molhos preenche o braço. Na cultura agrícola de Israel, a colheita farta era símbolo de bênção e de futuro; encher os braços de feixes era motivo de alegria e canto. Ao negar exatamente isso à erva dos telhados, o salmo declara que a oposição a Sião não deixará fruto algum digno de recolher.
O quadro é de esterilidade completa. Não há messe, não há celebração, não há legado. Para o leitor de hoje, o versículo sugere uma pergunta serena e séria: o que estou plantando dá colheita que valha a pena recolher? A vida construída contra o propósito de Deus pode fazer barulho, mas termina de mãos vazias, ao passo que o bem, ainda que lento, enche os braços na estação certa.