Salmos 22:20
“Livra-me a minha alma da espada, e a minha predilecta da força do cão.”
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- Quem falaDavi
“Livra-me a minha alma da espada, e a minha predilecta da força do cão.”
O que este versículo diz
O pedido de socorro se detalha em imagens concretas. "Livra-me a minha alma da espada" pede resgate da morte violenta; a espada simboliza a ameaça mortal iminente. Em seguida, uma expressão tocante: "a minha predileta", que muitos entendem como a alma, a vida amada, o que o salmista tem de mais precioso, ameaçada pela "força do cão" — a matilha do versículo 16.
A ternura da linguagem chama a atenção. Mesmo no auge do terror, o salmista fala de sua própria vida como algo querido, digno de ser salvo. Não é vaidade, mas o reconhecimento de que a vida é dom precioso de Deus, que merece ser defendida diante das forças que a querem destruir. Para o leitor, o versículo autoriza a orar pela própria preservação sem culpa. Pedir a Deus que livre a nossa vida das ameaças, que guarde o que temos de mais frágil e amado, é oração legítima e antiga. O salmista não se resigna à destruição; luta pela vida em oração, entregando a Deus aquilo que ele mesmo não consegue proteger.