Salmos 25:2
“Deus meu, em ti confio, não me deixes confundido, nem que os meus inimigos triumfem sobre mim.”
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“Deus meu, em ti confio, não me deixes confundido, nem que os meus inimigos triumfem sobre mim.”
O que este versículo diz
Depois de erguer a alma, o salmista nomeia o vínculo: "Deus meu". Essa possessividade não é presunção, mas intimidade de aliança — o Deus de Israel se deixou conhecer pessoalmente. Sobre essa relação ele apoia a confiança, e dela brota o primeiro pedido concreto: não ser "confundido". O termo hebraico evoca a vergonha pública de quem esperou algo e ficou desamparado, exposto diante dos outros. No mundo antigo, ser humilhado assim tinha peso quase físico.
Aparecem também os "inimigos", presença constante nos salmos de súplica. Podem ser adversários reais, mas o texto permanece aberto o bastante para que qualquer leitor reconheça ali suas próprias ameaças: a doença, a calúnia, o medo que zomba da fé. A oração não nega o perigo; ela o traz para dentro da conversa com Deus. Confiar, aqui, não significa fingir que os inimigos não existem, mas recusar-lhes a última palavra sobre a nossa história.