Salmos 32:2

Salmos 32:2
“Bemaventurado o homem a quem o Senhor não imputa maldade, e em cujo espírito não ha engano.”
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O que este versículo diz

O salmista repete a bem-aventurança do versículo anterior, agora com um novo ângulo. Antes falava do pecado que é retirado e coberto; aqui fala daquele a quem o Senhor "não imputa maldade", isto é, não lança em sua conta, não registra a dívida contra ele. É linguagem quase contábil: Deus escolhe não computar a culpa. O apóstolo Paulo citará justamente este texto ao falar da justificação que vem pela fé, e isso mostra como estas palavras atravessaram os séculos.

A segunda metade acrescenta algo importante: "em cujo espírito não há engano". O perdão não convive com a autojustificação disfarçada. Não basta querer a absolvição enquanto se mente para si mesmo sobre a própria falta. A felicidade descrita pertence a quem é sincero diante de Deus e diante de si. Vale examinar: peço perdão de verdade ou apenas quero silenciar a consciência? O salmo une, desde o início, o dom da graça e a honestidade do coração que a recebe.

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