Salmos 40:11
“Não retires de mim, Senhor, as tuas misericórdias; guardem-me continuamente a tua benignidade e a tua verdade.”
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- PersonagensSenhor
O que este versículo diz
Aqui o salmo faz sua transição decisiva. Até agora predominou a gratidão pelo passado; deste ponto em diante domina a súplica pelo presente aflito. O versículo funciona como dobradiça: o mesmo orante que proclamou a benignidade e a verdade de Deus agora pede que essas duas realidades não o abandonem — "guardem-me continuamente".
É significativo que ele reative exatamente os termos que acabou de anunciar em público. Aquilo que pregou à congregação é agora o seu pedido pessoal: que a misericórdia, a benignidade e a verdade de Deus o cerquem como guardas fiéis. A teologia proclamada torna-se oração vivida.
Este movimento fala a quem pensa que louvor e súplica se excluem. Na vida real, gratidão e necessidade convivem; podemos, no mesmo fôlego, agradecer pelo que Deus fez e implorar pelo que ainda precisamos. O salmista nos ensina a fundamentar os pedidos naquilo que já cremos sobre Deus, pedindo que Ele seja, no aperto de hoje, o que já sabemos que Ele é.