Salmos 68:30
“Reprehende asperamente as feras das canas, a multidão dos toiros, com os novilhos dos povos, até que cada um se submeta com pedaços de prata; dissipa os povos que desejam a guerra.”
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“Reprehende asperamente as feras das canas, a multidão dos toiros, com os novilhos dos povos, até que cada um se submeta com pedaços de prata; dissipa os povos que desejam a guerra.”
O que este versículo diz
Este versículo é uma oração intensa e de linguagem novamente difícil. O salmista pede que Deus repreenda "as feras das canas" — provavelmente uma imagem simbólica de uma potência hostil, que muitos estudiosos associam ao Egito, pela referência aos animais dos pântanos do Nilo. Os "touros" e "novilhos" representariam nações poderosas e agressivas. O clamor é para que essas forças sejam humilhadas, submetendo-se e trazendo tributo, e para que Deus disperse os povos que "desejam a guerra".
O fecho é significativo: o alvo da oração é o fim dos que buscam a guerra. Por trás da linguagem dura há um anseio por paz, pela submissão das potências belicosas ao domínio justo de Deus. Para o leitor, sem endossar a violência, o versículo pode ser lido como súplica contra tudo o que se opõe à paz que Deus deseja. É legítimo pedir que os planos de destruição sejam frustrados. E há um convite a examinar o próprio coração, para que não sejamos, também nós, contados entre "os que desejam a guerra", mas entre os que constroem a reconciliação.