Salmos 7:9

Salmos 7:9
“Tenha já fim a malícia dos ímpios; mas estabeleça-se o justo; pois tu, ó justo Deus, provas os corações e os rins”
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O que este versículo diz

O orante pede que a maldade dos ímpios chegue ao fim e que o justo seja firmado. Note-se o duplo movimento: não basta punir o mal, é preciso também sustentar o bem. E surge um dos fundamentos teológicos do salmo: Deus "prova os corações e os rins". Na antropologia hebraica, o coração era a sede do pensamento e da vontade, e os rins, das emoções mais profundas e íntimas. Juntos, expressam a totalidade do ser interior.

O título "ó justo Deus" ancora tudo: o julgamento divino é confiável porque Deus vê o que ninguém vê, o interior escondido de cada um. Isso é ao mesmo tempo consolo e advertência. Consolo, porque diante da calúnia humana, que só enxerga aparências, há um juiz que conhece a verdade do coração. Advertência, porque também o nosso interior está exposto a esse olhar. Pedir que a malícia acabe implica desejar que Deus purifique inclusive aquilo que escondemos de nós mesmos.

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