“Porque se lembrou de que eram de carne, vento que vae e não torna.”
Ouça Salmos 78:39
O que este versículo diz
O salmista revela a razão profunda da paciência divina: "lembrou-se de que eram de carne, vento que vai e não torna". Deus contemplou a fragilidade humana. "Carne" designa a condição frágil e mortal da criatura; e a imagem do "vento que vai e não torna" — um sopro que passa e não volta — exprime a brevidade e a fugacidade da vida humana. É a mesma sabedoria dos salmos que comparam a existência a um vapor, a uma flor que murcha.
Há uma ternura surpreendente nesse motivo. Deus não perdoou porque o povo merecesse, mas porque conhecia sua limitação, sua condição passageira e frágil. A memória da nossa fragilidade move a compaixão divina. Para o leitor de hoje, este versículo consola e humilha ao mesmo tempo. Somos, de fato, frágeis e passageiros — e reconhecer isso nos livra da arrogância. Mas essa mesma fragilidade, longe de afastar Deus, atrai sua misericórdia. Ele nos trata com a paciência de quem sabe do que somos feitos. Descansar nessa compaixão, sem usá-la como desculpa, é uma das mais belas lições que o salmo nos oferece.
O que este versículo diz
O salmista revela a razão profunda da paciência divina: "lembrou-se de que eram de carne, vento que vai e não torna". Deus contemplou a fragilidade humana. "Carne" designa a condição frágil e mortal da criatura; e a imagem do "vento que vai e não torna" — um sopro que passa e não volta — exprime a brevidade e a fugacidade da vida humana. É a mesma sabedoria dos salmos que comparam a existência a um vapor, a uma flor que murcha.
Há uma ternura surpreendente nesse motivo. Deus não perdoou porque o povo merecesse, mas porque conhecia sua limitação, sua condição passageira e frágil. A memória da nossa fragilidade move a compaixão divina. Para o leitor de hoje, este versículo consola e humilha ao mesmo tempo. Somos, de fato, frágeis e passageiros — e reconhecer isso nos livra da arrogância. Mas essa mesma fragilidade, longe de afastar Deus, atrai sua misericórdia. Ele nos trata com a paciência de quem sabe do que somos feitos. Descansar nessa compaixão, sem usá-la como desculpa, é uma das mais belas lições que o salmo nos oferece.