Salmos 78:44
“E converteu os seus rios em sangue, e as suas correntes, para que não podessem beber.”
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“E converteu os seus rios em sangue, e as suas correntes, para que não podessem beber.”
O que este versículo diz
O salmista abre a lista dos prodígios com a primeira praga: as águas transformadas em sangue. Rios e correntes que davam vida ao Egito tornam-se imbebíveis, e a fonte de sustento vira sinal de juízo. Há aqui uma ironia profunda: o Nilo, adorado como divindade e sustentáculo do império, é ferido pela mão daquele que o povo escravizador desprezava.
O detalhe de que "não pudessem beber" mostra o alcance concreto da praga; não se trata de espetáculo, mas de uma realidade que atinge o corpo e a sobrevivência. Ao recontar isso séculos depois, o poeta lembra a Israel que o Deus que dobrou o orgulho do Egito é o mesmo que os havia adotado como povo. Para nós, permanece a verdade sóbria de que aquilo em que depositamos segurança última — riqueza, poder, os "rios" que julgamos inesgotáveis — não é Deus, e pode falhar. Só o Senhor da vida merece a confiança que damos aos nossos sustentos.