Apocalipse 10:10
“E tomei o livrinho da mão do anjo, e comi-o; e na minha boca era doce como mel; e, havendo-o comido, o meu ventre ficou amargo.”
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“E tomei o livrinho da mão do anjo, e comi-o; e na minha boca era doce como mel; e, havendo-o comido, o meu ventre ficou amargo.”
O que este versículo diz
João obedece e experimenta exatamente o que fora anunciado: na boca, o doce sabor de mel; depois de engolido, a amargura no ventre. A ordem da experiência é significativa. Primeiro vem a doçura, o encanto de receber a palavra de Deus, o gosto bom de conhecer sua vontade e sua promessa. Só depois vem o amargor, quando aquilo que foi acolhido precisa ser vivido e proclamado, com todo o peso do juízo e da rejeição que costuma acompanhar o anúncio da verdade.
Quem já se dedicou a servir a Deus reconhece esse ritmo. O primeiro amor tem sabor de mel; a perseverança na obediência, porém, muitas vezes amarga. Isso não desmente a doçura, apenas a completa. O versículo protege o leitor de uma fé ingênua que espera só consolo, e ao mesmo tempo o encoraja: a amargura não vem porque a Palavra é ruim, mas porque ela é séria e verdadeira, e nos envolve numa missão que custa.