Apocalipse 13:15
“E foi-lhe concedido que désse espírito à imagem da besta, para que tambem a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta.”
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“E foi-lhe concedido que désse espírito à imagem da besta, para que tambem a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta.”
O que este versículo diz
O engano dá mais um passo: à imagem é concedido "espírito", um sopro que a faz falar e agir. A palavra escolhida evoca deliberadamente o sopro de vida com que Deus animou o ser humano no Gênesis. Aqui, porém, trata-se de uma paródia: um simulacro de vida infundido num objeto, para que a mentira ganhe voz. E a primeira coisa que a imagem "viva" faz é ameaçar de morte quem não a adora. A idolatria, quando organizada, passa da sedução à coação.
Este versículo capta a tragédia dos crentes perseguidos em toda época: a exigência de curvar-se, sob pena de morte. O culto imposto se apresenta como questão de sobrevivência, e negar-se a ele custa caro. É contra esse pano de fundo que se compreende o apelo à paciência e à fé dos santos, feito antes. Ao leitor, o texto não promete que a fidelidade será fácil ou segura. Promete, porém, que há coisas que valem mais do que a própria vida, e que a imagem que ameaça matar não tem poder sobre a vida que Deus guarda.