Apocalipse 20:13
“E o mar deu os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras.”
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“E o mar deu os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras.”
O que este versículo diz
O versículo insiste na universalidade e no alcance total do juízo: "o mar deu os mortos que nele havia", e também "a morte e o inferno" — aqui o termo traduz o Hades, o reino dos mortos — entregam os que retinham. Nenhum recanto guarda alguém escondido de Deus; nem as profundezas do mar, temido pelos antigos como abismo sem fundo, nem a morada dos mortos podem reter o que Deus reclama. Todos comparecem, sem exceção.
Repete-se, como refrão solene, que foram julgados "cada um segundo as suas obras". A repetição não é descuido literário; é ênfase. O juízo é pessoal e justo — "cada um" —, ajustado à verdade de cada vida, e não a médias ou generalizações. Para o leitor, isso desfaz duas ilusões opostas: a de que a morte apaga tudo e nada será cobrado, e a de que Deus julga em massa, sem cuidado. Cada história é vista inteira, com justiça perfeita. Nada se perde, nada se ignora, ninguém é confundido com a multidão.