Apocalipse 21:18
“E a fábrica do seu muro era de jaspe, e a cidade de ouro puro, semelhante a vidro puro.”
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“E a fábrica do seu muro era de jaspe, e a cidade de ouro puro, semelhante a vidro puro.”
O que este versículo diz
João volta a descrever os materiais, e a linguagem se torna quase ofuscante. O muro é de jaspe, a mesma pedra usada no versículo 11 para descrever a glória de Deus, ligando assim a proteção da cidade à própria presença divina. E a cidade é de "ouro puro, semelhante a vidro puro". A imagem beira o paradoxo: ouro tão puro que se torna transparente como cristal. Não se deve tomar isso como descrição literal de um metal, mas como esforço poético para dizer o indizível, uma pureza e um esplendor que ultrapassam qualquer experiência terrena.
A transparência é um tema recorrente nesta visão: nada há de opaco, escondido ou sombrio na cidade de Deus. Tudo é luminoso e verdadeiro, pois nada precisa se ocultar. Para o leitor, essa imagem sugere uma vida transformada em pureza e verdade, em que não há mais fachadas nem segredos vergonhosos. A santidade prometida não é rigidez fria, e sim uma luminosidade que atravessa tudo, como o sol que passa por um vidro limpo.