Atos 26:9
“Bem tinha eu imaginado que contra o nome de Jesus nazareno devia eu praticar muitos actos:”
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“Bem tinha eu imaginado que contra o nome de Jesus nazareno devia eu praticar muitos actos:”
O que este versículo diz
Paulo passa a narrar seu passado de perseguidor, e o faz sem suavizar. Reconhece que estava convencido de que devia agir com veemência "contra o nome de Jesus nazareno". A expressão "o nome" representa a própria pessoa de Jesus e tudo o que ele significa; combater o nome era combater a fé nele. Paulo confessa que fez isso por convicção sincera, acreditando servir a Deus enquanto, na verdade, o combatia.
Esse é um dos momentos mais humildes do discurso. Paulo não terceiriza a culpa nem se esconde atrás de desculpas; assume que agiu por engano zeloso. Há aqui um alerta perene: é possível estar profundamente convencido e profundamente errado. A sinceridade da consciência não garante a retidão do caminho. Para o leitor, o versículo convida ao exame honesto das próprias certezas e à humildade de reconhecer que também nós podemos precisar da correção de Deus, que muitas vezes chega justamente quando estamos mais seguros de estar certos.