Gálatas 4:24

Gálatas 4:24
“O que se entende por alegoria; porque estes são os dois concertos; um, do monte Sinai, gerando para a servidão, que é Agar.”
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O que este versículo diz

Paulo declara abertamente seu método: "o que se entende por alegoria". Ele não nega a realidade histórica das duas mulheres, mas lê nessa história um sentido figurado que ilumina o presente. As duas mães representam "os dois concertos", isto é, as duas alianças. Uma delas, ligada a Agar, é a do "monte Sinai", onde a lei foi dada; e essa aliança, diz o apóstolo, gera "para a servidão". A escrava simboliza, assim, o regime da lei quando tomado como caminho de salvação: em vez de libertar, escraviza.

É uma leitura surpreendente e ousada, pois associa o Sinai à condição da escrava. Paulo não despreza a lei em si, mas mostra que confiar nela para ser justificado reconduz à servidão da qual Cristo liberta. Para o leitor, o versículo convida a discernir sob que aliança vivemos: a do temor e do mérito, que aprisiona, ou a da promessa e da graça. A mesma Escritura que muitos usavam para impor jugos, lida em profundidade, anuncia a liberdade.

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