João
- TestamentoNovo
- GêneroEvangelho
- AutorJoão
- Épocaséc. I (c. 85–95 d.C.)
- Capítulos21
O quarto Evangelho contempla Jesus como o Verbo eterno feito carne, luz e vida para quem nele crê.
O Evangelho de João se distingue profundamente dos outros três, chamados sinóticos, pela sua linguagem contemplativa e teológica. Atribuído ao apóstolo João, o "discípulo amado", e escrito provavelmente ao final do primeiro século, ele não começa com um nascimento, mas com a eternidade: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus" (João 1,1). Desde a primeira linha, o autor quer que o leitor reconheça em Jesus a Palavra eterna que se fez carne e habitou entre nós.
Em vez de muitas parábolas, João organiza sua narrativa em torno de sete grandes sinais e de longos discursos, além das célebres declarações em que Jesus revela sua identidade: "Eu sou o pão da vida", "Eu sou a luz do mundo", "Eu sou o bom pastor", "Eu sou a ressurreição e a vida". Temas como luz e trevas, verdade, amor e vida eterna atravessam todo o livro. A última ceia ganha aqui um espaço único, com o lava-pés e o mandamento novo do amor, e a paixão é apresentada como a hora da glória de Cristo.
O próprio evangelista declara o objetivo da obra: que o leitor creia que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e tenha vida em seu nome. Talvez nenhum versículo resuma melhor essa mensagem do que aquele que ficou conhecido como o "evangelho em miniatura": "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3,16). Profundo e ao mesmo tempo acessível, João conduz o coração a uma fé viva e cheia de amor.
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