Judas 1:16
“Estes são murmuradores, queixosos da sua sorte, andando segundo as suas concupiscencias, e cuja boca fala coisas mui arrogantes, admirando as pessoas por causa do proveito.”
Ouça Judas 1:16
“Estes são murmuradores, queixosos da sua sorte, andando segundo as suas concupiscencias, e cuja boca fala coisas mui arrogantes, admirando as pessoas por causa do proveito.”
O que este versículo diz
O autor conclui o retrato dos intrusos com um resumo psicológico penetrante. São "murmuradores" e "queixosos da sua sorte", palavras que evocam o povo no deserto reclamando contra Deus. Vivem insatisfeitos, seguindo suas próprias paixões, e sua boca profere "coisas arrogantes". O último traço é revelador: "admiram as pessoas por causa do proveito", isto é, bajulam os poderosos quando isso lhes traz vantagem. Por trás da arrogância esconde-se, portanto, um interesse calculista, uma adulação disfarçada de grandeza.
O conjunto desenha um coração dividido entre a queixa e a lisonja, sempre voltado para o próprio ganho. É um espelho desconfortável, porque a murmuração e a bajulação interesseira não são pecados de grandes vilões distantes, mas tentações cotidianas. Quantas vezes reclamamos da vida e, ao mesmo tempo, adulamos quem nos convém? O convite devocional é ao contrário: a gratidão que substitui a queixa e a sinceridade que dispensa a bajulação. Um coração agradecido e honesto está a salvo das armadilhas descritas com tanta precisão neste versículo.