Lucas 13:16
“E não convinha soltar desta prisão, no dia de sábado, a esta filha de Abraão, a qual ha dezoito anos Satanaz tinha presa?”
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“E não convinha soltar desta prisão, no dia de sábado, a esta filha de Abraão, a qual ha dezoito anos Satanaz tinha presa?”
O que este versículo diz
Jesus completa o argumento com sua parte mais forte e comovente. Chama a mulher de "filha de Abraão", devolvendo-lhe pertencimento e dignidade plena dentro do povo da aliança — ela não é um caso menor, é membro da família da fé. E descreve seu mal como uma prisão que "Satanás" havia mantido por dezoito anos, retomando o número já citado. A cura, portanto, não é violação do sábado, mas sua realização mais alta: o dia do descanso torna-se o dia da libertação.
Há uma lógica luminosa aqui. Se é justo desamarrar um animal no sábado, quanto mais desamarrar uma filha de Abraão de uma opressão tão longa. O sábado, que celebra o descanso de Deus na criação e a libertação do Egito, encontra seu cumprimento quando alguém é solto do que a escraviza. Para o leitor, o versículo ensina que os tempos e ritos sagrados existem para servir à libertação da pessoa, e não o contrário. Não há dia mais adequado para restaurar a dignidade de alguém do que o dia consagrado a Deus.