Lucas 16:19

Lucas 16:19
“Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente.”
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O que este versículo diz

Começa a segunda grande parábola do capítulo, a do rico e Lázaro, que ilustra em imagens tudo o que Jesus vinha ensinando sobre riqueza, fidelidade e o juízo de Deus. O rico é descrito por seus sinais exteriores: veste "púrpura e linho finíssimo", tecidos caríssimos, símbolos de luxo e poder, e banqueteia-se "esplendidamente" todos os dias. Não se diz que tenha feito algo ilegal ou violento; seu retrato é simplesmente o de uma vida de abundância voltada apenas para o próprio prazer.

É significativo que este homem não tenha nome, ao contrário do mendigo. Aos olhos do mundo ele seria o importante, o memorável; na parábola, permanece anônimo. Jesus prepara assim uma inversão radical de valores. O pecado do rico não será um crime espetacular, mas a indiferença cotidiana, a capacidade de viver no fausto sem enxergar a miséria à sua porta. O texto nos interroga desde já: o conforto pode nos tornar cegos para o sofrimento que está perto? Que rostos deixamos de ver por estarmos absortos em nós mesmos?

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