Lucas 16:24
“E ele, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lazaro que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.”
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Neste versículo
- PersonagensAbraão, Lázaro (mendigo da parábola)
O que este versículo diz
O rico clama por misericórdia, e o modo como o faz é revelador. Dirige-se a "Pai Abraão", invocando a descendência que julgava garantir-lhe salvação, e pede que Lázaro venha aliviar-lhe a língua com uma gota de água. Mesmo no tormento, ele ainda enxerga Lázaro como um serviçal, alguém a ser mandado para atendê-lo. A mentalidade que o cegou em vida persiste: continua tratando o mendigo como inferior, útil apenas para servi-lo.
O pedido é comovente pela pequenez do que se implora, "a ponta do seu dedo" molhada, e ao mesmo tempo trágico pela cegueira que não se converteu. Não há, no clamor, arrependimento pela indiferença passada, apenas o desejo de alívio. A parábola mostra com delicadeza terrível como os hábitos do coração podem sobreviver às circunstâncias. Para o leitor, fica o convite a rever agora o modo como olhamos os que nos servem ou dependem de nós: enxergamos neles irmãos, ou apenas instrumentos do nosso conforto? A hora de aprender a ver é esta.