Lucas 19:22
“Porém ele lhe disse: Servo maligno, pela tua boca te julgarei; sabias que eu sou homem rigoroso, que tomo o que não puz, e sego o que não semeei;”
Ouça Lucas 19:22
“Porém ele lhe disse: Servo maligno, pela tua boca te julgarei; sabias que eu sou homem rigoroso, que tomo o que não puz, e sego o que não semeei;”
O que este versículo diz
O senhor responde com dureza deliberada: "pela tua boca te julgarei; sabias que eu sou homem rigoroso". Note-se que ele não confirma ser realmente assim; antes, toma o servo pela própria lógica. Se de fato acreditavas que eu era exigente, então tua conduta foi ainda mais incoerente, pois deverias, no mínimo, ter agido em conformidade com esse temor. O julgamento nasce das palavras e das premissas do próprio servo, que se condena por sua incoerência.
Há aqui uma verdade sóbria: seremos avaliados também pela coerência entre o que dizemos crer e o modo como vivemos. O servo alegou medo, mas o medo genuíno o teria levado ao menos a uma ação mínima e segura, como o versículo seguinte mostrará. Sua desculpa apenas revela que o problema não era a severidade do senhor, mas sua própria preguiça e falta de amor. Diante de Deus, não bastam justificativas bem construídas; convém que a vida corresponda ao que professamos. A boca com que nos defendemos pode tornar-se a boca que nos julga.