Lucas 20:13
“E disse o senhor da vinha: Que farei? Mandarei o meu filho amado; talvez que, vendo-o, o respeitem.”
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“E disse o senhor da vinha: Que farei? Mandarei o meu filho amado; talvez que, vendo-o, o respeitem.”
O que este versículo diz
Chegamos ao coração da parábola. Diante da rejeição reiterada, o dono decide enviar "o meu filho amado". A expressão ecoa as palavras ouvidas no batismo e na transfiguração de Jesus, e a tradição cristã reconhece nela uma referência velada ao próprio Filho de Deus. O envio do filho é o gesto supremo, o último e mais precioso recurso do dono.
A frase "talvez que, vendo-o, o respeitem" traz um tom quase comovente de esperança. Deus não age com fatalismo; ele ainda espera conversão, ainda aposta na possibilidade de reconhecimento. Há aqui uma janela para o coração de Deus, que arrisca o que tem de mais caro na expectativa de reconquistar os seus. Para o leitor, o versículo revela o custo do amor divino: Deus não se contenta em enviar mensageiros, ele se dá a si mesmo em seu Filho. Diante de tamanho gesto, a pergunta que nos cabe é se acolhemos ou desprezamos o Amado que nos foi enviado.