Marcos 15:17
“E vestiram-no de púrpura, e, tecendo uma corôa de espinhos, lha puseram na cabeça.”
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“E vestiram-no de púrpura, e, tecendo uma corôa de espinhos, lha puseram na cabeça.”
O que este versículo diz
Os soldados encenam uma paródia cruel da realeza. Vestem Jesus de púrpura, a cor imperial, símbolo de poder e majestade, e tecem uma coroa de espinhos para pôr em sua cabeça. Cada elemento é uma zombaria: o manto que deveria honrar, escarnece; a coroa que deveria glorificar, fere. Pretendem ridicularizar a acusação de que ele seria rei, transformando a pretensão em piada dolorosa.
Mas Marcos, ao narrar, deixa transparecer uma ironia mais profunda do que a dos soldados. Sem saberem, eles proclamam uma verdade: diante deles está de fato um Rei, cuja coroa é de espinhos e cujo trono será a cruz. A realeza de Cristo se revela justamente onde o mundo só vê derrota e vergonha. Para o leitor, a imagem convida à contemplação. O poder de Deus não se manifesta na pompa que os homens invejam, mas num amor que aceita a dor. A coroa de espinhos permanece, através dos séculos, como sinal de um reinado que não esmaga, mas se doa.