Com um grande brado, Jesus expira. Marcos descreve a morte com extrema sobriedade, mas o detalhe do grito forte é significativo. Um crucificado geralmente morria exausto, sem forças; o brado vigoroso de Jesus não é o apagar de quem se extingue vencido, mas parece um ato consciente, uma entrega ativa da própria vida. Ele não é apenas arrancado da vida; ele a oferece.
Esse é o instante para o qual todo o evangelho caminhava desde o começo. O Filho de Deus, que percorreu a Galileia curando, ensinando e chamando, chega ao termo de sua missão. A morte, que parecia derrota total, é narrada com solenidade contida, deixando ao leitor o peso do silêncio que se segue. Para nós, o versículo é chão sagrado. Diante da morte de Cristo, a atitude mais justa é o recolhimento e a gratidão. Aquele grande brado atravessa os séculos como o clímax de um amor que se doou até o fim, e prepara os sinais espantosos que Marcos, logo a seguir, vai narrar.
O que este versículo diz
Com um grande brado, Jesus expira. Marcos descreve a morte com extrema sobriedade, mas o detalhe do grito forte é significativo. Um crucificado geralmente morria exausto, sem forças; o brado vigoroso de Jesus não é o apagar de quem se extingue vencido, mas parece um ato consciente, uma entrega ativa da própria vida. Ele não é apenas arrancado da vida; ele a oferece.
Esse é o instante para o qual todo o evangelho caminhava desde o começo. O Filho de Deus, que percorreu a Galileia curando, ensinando e chamando, chega ao termo de sua missão. A morte, que parecia derrota total, é narrada com solenidade contida, deixando ao leitor o peso do silêncio que se segue. Para nós, o versículo é chão sagrado. Diante da morte de Cristo, a atitude mais justa é o recolhimento e a gratidão. Aquele grande brado atravessa os séculos como o clímax de um amor que se doou até o fim, e prepara os sinais espantosos que Marcos, logo a seguir, vai narrar.