Mateus 25:15
“E a um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe.”
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“E a um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe.”
O que este versículo diz
A distribuição é desigual, mas justa: cinco talentos a um, dois a outro, um ao terceiro, "a cada um segundo a sua capacidade". O talento, na época, era uma unidade de peso e valor monetário muito alta — uma soma considerável, correspondente a muitos anos de trabalho de um jornaleiro. Mesmo o servo que recebe um só carrega, portanto, uma responsabilidade grande, não uma quantia desprezível. O detalhe "segundo a sua capacidade" é precioso: o senhor conhece cada servo e não exige de ninguém além do que pode dar. A desigualdade de dons não é injustiça, e sim adequação sábia. Vale lembrar que a palavra "talento" só passou a significar habilidade ou dom pessoal, nas línguas modernas, justamente por causa desta parábola. Para o leitor, o versículo desarma a tentação da comparação: não seremos cobrados pelo que recebemos os outros, mas pela fidelidade ao que nos coube. Cada vida traz uma medida diferente de dons, tempo e oportunidades, e todas são, à sua maneira, um capital confiado que espera ser posto a render.