Mateus 25:30
“Lançae pois o servo inútil nas trevas exteriores: ali haverá pranto e ranger de dentes.”
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“Lançae pois o servo inútil nas trevas exteriores: ali haverá pranto e ranger de dentes.”
O que este versículo diz
A parábola termina com uma imagem severa: o servo inútil é lançado nas trevas exteriores, onde há choro e ranger de dentes. A palavra "inútil" resume o julgamento — não é acusado de crimes escandalosos, mas de não ter servido para nada, de ter frustrado a finalidade para a qual foi chamado. A linguagem das "trevas exteriores", oposta à casa iluminada da festa, e do "pranto e ranger de dentes", é uma expressão típica de Mateus para descrever a exclusão definitiva da alegria do Reino. É preciso lê-la com seriedade, sem sensacionalismo: a parábola não descreve os detalhes de um lugar, mas a tragédia real de perder a comunhão para a qual fomos criados. Para o leitor, o desfecho é um chamado sóbrio à responsabilidade. A omissão tem consequências; a vida sepultada pelo medo não é inofensiva. Mas o objetivo do texto não é o terror, e sim a mudança de rumo enquanto há tempo. O contraste entre a alegria do senhor e as trevas de fora existe para nos mover, hoje, a colocar os nossos talentos a serviço, com fé e sem medo.