Mateus 26:63
“Jesus, porém, guardava silêncio. E, insistindo o sumo sacerdote, disse-lhe: Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Christo, o Filho de Deus.”
Ouça Mateus 26:63
“Jesus, porém, guardava silêncio. E, insistindo o sumo sacerdote, disse-lhe: Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Christo, o Filho de Deus.”
O que este versículo diz
"Jesus, porém, guardava silêncio." Esse silêncio é eloquente. Diante de acusações falsas, ele não se rebaixa a rebatê-las; cumpre, de certo modo, a figura profética do servo sofredor que, maltratado, não abria a boca. Há uma dignidade imensa em não responder à mentira com autodefesa ansiosa, confiando o juízo a Deus.
O sumo sacerdote muda então de estratégia e faz a pergunta decisiva, sob juramento solene: "Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus". Agora não se trata mais de um boato sobre o templo, mas do cerne de tudo: a identidade de Jesus. Ironicamente, Caifás formula a pergunta certa pelas razões erradas, buscando um pretexto para condenar. A esse silêncio, porém, Jesus não se calará — pois há verdades sobre as quais o silêncio seria negação. O versículo nos ensina o discernimento entre o silêncio que é mansidão e a hora em que é preciso confessar quem Cristo é, custe o que custar.