Mateus 27:60
“E o pôs no seu sepulchro novo, que havia lavrado numa rocha, e, revolvendo uma grande pedra para a porta do sepulchro, foi-se.”
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“E o pôs no seu sepulchro novo, que havia lavrado numa rocha, e, revolvendo uma grande pedra para a porta do sepulchro, foi-se.”
O que este versículo diz
José deposita o corpo no seu próprio sepulcro novo, escavado na rocha, e rola uma grande pedra para fechar a entrada. Cada elemento tem peso. O túmulo é "novo", jamais usado, o que preserva a dignidade e, mais tarde, tornará inequívoco que o corpo desaparecido era o de Jesus. É também o sepulcro que José preparara para si; ele oferece ao Mestre o lugar do próprio descanso, gesto de generosidade que custa. A pedra pesada sela a cena, e ele "foi-se", deixando tudo aparentemente encerrado.
Aos olhos de quem vivia aquele momento, era o fim. A pedra rolada soava como a última palavra, o ponto final de uma história. Mas o leitor sabe o que aqueles homens ainda ignoravam: aquela mesma pedra logo seria removida. Para a meditação, o versículo nos ensina que nem tudo o que parece definitivo o é. Há sepulcros em nossa vida que julgamos lacrados para sempre — lutos, fracassos, perdas. A fé cristã ousa afirmar que Deus é capaz de remover pedras que nenhuma força humana moveria.